e esse teu ar seco e estanque
num sol sem nome ou numa luz nua
sem seco semeado ai meu trolho
ao vento ao noroeste a lua
dai velas disse dai ao largo vento
são penas são locais acampamento
tu cruel tejo regas tão ferino
arrancam das lombas de vento fino
da quinta do desinteresse frio
seco sem cuias estou cego e guio
primaveral primavera de pranto
de uma súbita luz e sol santo
eu fiquei esquivo e estranhão
com enxuto e seco coração